☛ Edir Meirelles – o poeta e o poema

 

Poema Troncho
 

Um regurgitar botânico
me induz a uma dedução
apressada

apresada em meu íntimo
como o verniz na matéria
envelhecida

o envilecimento turge o espírito
e decodifica a metafísica
a meta fica desmistificada
e a alma se petrifica
coisificada

a coisa ficada em natura
se fixa e perde a elasticidade
do obtuso pensamento

o passamento é fato do passado
no passadiço do fuso horário
do universo sem hora

senhora dos meus sonhos
a musa rouba-me
o inconsciente

estou ciente de minhas deficiências
e fraquezas de amante
o diamante é mineral bruto
                                          que se faz preciosidade                                                             
após ser lapidado

do lápis dado não se muda
o grafite e nem mesmo o traço
por isso o poema troncho – faço. 

           *  Edir Meirelles                                             

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16 respostas para ☛ Edir Meirelles – o poeta e o poema

  1. nilton disse:

    maricá,jose eliseo de barros,ufrj

  2. nilton disse:

    parabens

  3. “Troncho” e lindo: na sutileza da articulação silábica e na perfeição contínua do fio poético que não se rompe.
    Abrs
    SERPA

  4. Amélia Luz disse:

    aldravia ( para um poema troncho)

    aldravia
    silábica,
    bica
    palavra
    lavra
    “poema-troncho”!

    Parabéns! Com abraços alvissareiros.
    Amélia Luz – Pirapetinga/MG – (SBPA)

  5. bmontes disse:

    lindos jogos de palavras, saudades do Brasil.

  6. placidina lemes siqueira disse:

    … o troncho nada troncho é umfado sem conotação de nado…

    Abraço grande.

    Placi Dina.

  7. Corrijo-me, em tempo:

    … O troncho nada troncho um fardo sem conotação de nado…

    Placi Dina

  8. Celi Luz disse:

    O poema é apenas uma parte. É a arte do poeta. Parabéns, Edir Meirelles, pelo seu traço!

  9. Marice Prisco disse:

    Brincando com as palavras e com arte as transformastes em um lindo poema que nada tem de ¨troncho¨! Parabéns!

  10. Regina Lyra disse:

    Querido poeta e amigo Edir Meirelles,
    Neste navegar entre versos,
    deparar-me com o poema troncho
    Ele me conduz a uma viagem longa.
    Beios eque sejam mais poemas belos.
    Regina Lyra

    • Joaquim Gonçalves Serpa disse:

      Meu caro amigo:

      Após tanto tempo, estou de volta aos nossos contatos. Na verdade procurei me dedicar mais intensamente à conclusão de processos judiciais e “passar” a última entidade (Pestalozzi) que ainda restava dirigindo. Agora, a cada dia estou com mais tempo livre para cuidar de saúde, finanças, lazer; enfim, vida pessoal. E aí estão os contatos com amigos como você e os queridos que conheci naquela reunião em Botafogo.
      Vejo que o “Troncho” vai fazendo sucesso; e, realmente, é um primor.
      Gostaria de – neste retorno – também retomar a possibilidade de pensarmos na publicação de meus escritos (tipo Haikai, mas ainda sem classificação (?) literária), naturalmente com a ajuda e participação sua e daquele seleto grupo.
      Estou com ideia de ir ao Rio em setembro próximo (em torno do dia 24), e estar com vocês. Aproveitaria para ir a um dos eventos da programação que você me enviou.
      Favor me dizer o que acha, OK?
      Ficarei contente em revê-lo e aos demais amigos.
      Grande abraço.

      SERPA

      Date: Sat, 2 Aug 2014 21:28:49 +0000
      To: advserpa@hotmail.com

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